18 de maio, 2019 rcruz

Habitação a aquecer no Seixal – com mais oferta para classe média e de topo

As casas devolutas são o maior problema habitacional do Seixal, mas a autarquia quer fazer destes imóveis um trunfo para reforçar a oferta. O idealista/news confirmou em reportagem que o parque residencial está já a ser dinamizado neste concelho da Margem Sul do Tejo, havendo vários projetos em curso. Há mais casas para a classe média, bem como para clientes de topo – nacionais e internacionais -, e há movimentos a nível do realojamento das famílias mais carenciadas.

Neste município do outro lado da capital, existem atualmente cerca de 88.000 fogos de habitação e uma enorme diversidade no mercado residencial, que varia entre malhas urbanas densas e bem consolidadas, e áreas de baixa volumetria, núcleos urbanos antigos e espaços residenciais de grande qualidade. A maior carência consiste nas casas devolutas, que a autarquia garante estar empenhada em resolver.

O que explica a subida de preços

Em linha com o que se assiste no mercado imobiliário nacional, em termos médios – e sobretudo nos grandes núcleos de Lisboa e Porto -, “tem-se verificado uma subida dos preços dos edifícios no Núcleo Urbano Antigo do Seixal, principalmente os localizados na frente ribeirinha”, reconhece o presidente da Câmara Municipal do Seixal, Joaquim Santos, ao idealista/news, salientando que “não é de surpreender já que esta zona foi toda reabilitada e está de “cara lavada”.

Segundo o autarca, este cenário deve-se à “proximidade a Lisboa, a uma vasta rede de infraestruturas de transportes e comunicações, ao património natural” que fazem com que este município da Margem Sul do Tejo seja “um território avançado e competitivo, que tem motivado o aumento do interesse pelo concelho e, por isso, temos acolhido muitos novos residentes”.

Inspirado no que já foi feito no Núcleo Urbano Antigo do Seixal, a autarquia anuncia que vai agora avançar para a requalificação dos Núcleos Urbanos Antigos de Arrentela e depois da Amora e Paio Pires.

Joaquim Santos reconhece que o município tem “noção da existência de um número significativo de casas devolutas no concelho”, pelo que tem “desenvolvido um trabalho no sentido de identificar esses imóveis e os seus proprietários, intimando-os a dar-lhes uso”. Isto acontece, sobretudo, porque “nos preocupa a situação dos mais jovens e a sua fixação no concelho perante os preços crescentes das habitações que agora se praticam”.

Atrair novos habitantes

Em termos de habitação social, a autarquia pretende promover um “novo modelo de realojamento social” que assenta no “realojar das famílias utilizando casas já construídas”. Isto foi o que aconteceu com o realojamento de quase 190 pessoas no mês de dezembro de 2018, que eram provenientes de Vale de Chícharos e que foram habitar frações de edifícios já existentes no concelho.

Nascem novos empreendimentos de topo

Em paralelo, no concelho do Seixal há um conjunto de novas urbanizações que já tinham dado os primeiros passos mas que agora arrancaram definitivamente. São projetos que têm sido difundidos a nível nacional e internacional.

Entre eles está a Quinta da Trindade. Promovido pelo Grupo Libertas, localiza-se junto ao Centro de Estágios do Sport Lisboa e Benfica, a qual está ainda em 40% da sua construção. O idealista/news foi ao local e pode verificar que esta nova fase já se encontra em curso.

O One River at Quinta da Trindade é um condomínio privado que conta com apartamentos T1 a T4 distribuídos por 6 blocos com amplas varandas e churrasqueira e penthouses com terraços, sistema de climatização em salas, suites e quartos, piscina aquecida para adultos e crianças, ginásio, jardim privativo e espaços de lazer, relaxamento e banhos de sol.

fonte: Idealista

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