14 de junho, 2019 rcruz

Subida dos preços das casas está a abrandar em Portugal

Depois das subidas acentuadas nos últimos anos, os preços das casas em Portugal estão a registar aumentos menos expressivos em 2019, já que a procura está a ser mais fraca.

Esta é a conclusão do inquérito RICS/Ci Portuguese Housing Market Survey (PHMS), realizado pela Confidencial Imobiliário e pelo RICS junto de cerca de 150 profissionais do setor imobiliário.

“O mercado residencial continua a perder dinâmica, registando em abril um abrandamento quer na procura quer nas vendas”, refere o comunicado emitido pelas duas entidades, assinalando que “não obstante a falta de oferta continuar a exercer alguma pressão sobre os preços, estes começam a evidenciar alguns sinais de estabilização”.

O inquérito de abril revela uma descida nas consultas por potenciais clientes, sendo já o sétimo mês de variações negativas.

“As vendas acordadas desceram pelo segundo mês consecutivo a nível nacional, apresentando, quando desagregadas a nível regional, uma tendência de queda em Lisboa e no Algarve, mas mantendo-se estáveis no Porto”, refere o comunicado, acrescentando que, quanto às “perspetivas de vendas para os próximos três meses, os inquiridos apresentam expetativas apenas marginalmente positivas para as três regiões”.

Apesar de a oferta também ter voltado a descer em abril (o indicador atingiu um mínimo de dezembro), “o crescimento dos preços continuou a suavizar a nível nacional”, sendo que apenas “um saldo líquido de +7% dos inquiridos reportou uma subida dos preços no período em análise”, o que representa “o saldo mais modesto em quatro anos”.

“O mercado de habitação parece estar a perder dinâmica”, refere Simon Rubinsohn, Chief Economist do RICS, acrescentando que “a capacidade financeira de acesso à habitação e a falta de oferta podem estar a fazer-se sentir sobre a procura”.

Já Ricardo Guimarães, diretor da Confidencial Imobiliário, assinala que “os vendedores estão a rever as suas expectativas em baixa, e alguns já estão a baixar os preços pedidos pelos seus imóveis”, sendo que “apesar da descida nos novos créditos concedidos, os operadores sentem que as restrições de acesso ao crédito estão a limitar a procura potencial”.

Fonte: Negócios