21 de setembro, 2018 rcruz

Venda de casas com um aumento de 40%

Segundo o “Portugal Market 360º” da consultora JLL, o primeiro semestre do ano deve ter fechado com um crescimento de cerca de 40% no número de transacções em relação ao período homólogo.

O estudo revela que de acordo com o INE, ainda sem dados fechados relativamente ao primeiro semestre, foram realizadas 40.700 transacções no primeiro trimestre deste ano em Portugal, o que representa um crescimento de 16% face ao período homólogo. As áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto continuam a apresentar uma evolução bastante positiva no número de casas vendidas, com crescimentos de 18% e 14%, respectivamente, face ao primeiro trimestre de 2017.

A JLL adianta também que os valores das casas continuam a aumentar. “Ainda de acordo com o Instituto Nacional de Estatística, nos primeiros três meses do ano a habitação valorizou 12,2% face ao mesmo período do ano anterior. Contudo, o aumento dos preços tenderá a abrandar devido ao surgimento de diversos projectos que, de certa forma, vem trazer um maior equilíbrio entre a oferta e a procura”, lê-se no relatório.

Tal como o maioria dos estudos, a JLL confirma que os empreendimentos residenciais desenvolvidos nos centros das cidades de Lisboa e Porto têm-se destinado essencialmente ao mercado de gama alta ou para o mercado de arrendamento de curta duração, atraindo maioritariamente compradores estrangeiros, cujo poder de compra é, em geral, mais alto que o dos Portugueses. Durante o primeiro semestre, só a JLL, vendeu casa a 30 nacionalidades diferentes com os brasileiros a concentrar mais de metade das vendas a clientes internacionais. Ainda assim, o cliente nacional tem vindo a tornar-se mais activo neste mercado, tendo representado 47% das vendas de apartamentos novos realizadas pela JLL.

“Desta forma, os centros das cidades atingiram valores demasiado elevados para a generalidade dos compradores nacionais, o que tem levado naturalmente a procura doméstica para outras zonas. Esta tendência tem feito despertar o interesse de diversos promotores por zonas menos centrais, como Alcântara/ Ajuda, Lumiar/ Alta de Lisboa, Miraflores/Carnaxide ou mesmo o eixo ribeirinho de Marvila/ Beato que liga o centro de Lisboa ao Parque das Nações. O empreendimento Vivere, localizado no Vale do Jamor, é um bom exemplo, no qual os 45 apartamentos foram quase todos vendidos a Portugueses, nas primeiras duas semanas de comercialização”, refere a consultora.

O “Portugal Market 360º” indica que por outro lado, o mercado de arrendamento de longo prazo continua com uma oferta muito incipiente, pelo que os valores, principalmente no centro da cidade, estão muito elevados. Uma boa parte da oferta para arrendamento não chega a vir para o mercado, tal é o desequilíbrio entre a procura e a oferta. Esta situação, conjugada com o aumento generalizado dos preços da habitação e com o estilo de vida diferente das novas gerações, tem despertado o interesse de diversos players do sector, pelo que acreditamos que este mercado comece efectivamente a surgir no médio prazo.

Fonte: Diário Imobiliário